sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

DICA - PRECISÃO NO ARREMESSO














Em todas as modalidades de pesca, com exceção da de fundo, a precisão do arremesso chega a ser fator predominante para um bom resultado. Colocar a isca, seja natural ou artificial, onde se queira, não é difícil, basta apenas saber algumas dicas e ter um pouco de prática. Arme seu equipamento e arremesse conosco.




Galhadas submersas

Em uma pescaria, seja no mar ou em água doce, o pescador amador, com o tempo, vai percebendo que apesar de tudo ser água, os peixes estão em determinados locais característicos de cada espécie, e quanto mais perto desses locais ele colocar sua isca, as chances serão sempre maiores. Evidente está que em uma pescaria de fundo. No mar, ou em uma pescaria de rodada, em rio ou mesmo no mar, não será preciso ter-se precisão de arremesso, já que em ambas modalidades, é só descer a isca e deixar que o peixe morda. No entanto, nas outras modalidades, a precisão do arremesso é muito importante e quem coloca a isca onde quer, com certeza terá maiores resultados traduzidos em ação dos peixes. Podemos citar o seguinte exemplo: pescando robalos, sabemos que essa espécie gosta muito de ficar entre galhadas submersas, com pontas aflorando a superfície. Nessa hipotética galhada há uma abertura de mais ou menos 4 metros de comprimento, bem perto da margem. Digamos que estamos pescando com camarão vivo e com bóia. Se ficarmos arremessando na frente da galhada, com certeza nossas chances serão menores do que se conseguirmos enfiar na abertura da galhada, lá bem perto do barranco ou mangue do rio. Outro exemplo são os canais de praia. Se jogarmos nossa isca fora do canal, nossas chances diminuirão sensivelmente. Já colocar a isca no meio do canal é sucesso garantido. Estes dois exemplos só foram mencionados para que o leitor use de sua imaginação e veja no seu tipo de pescaria, a relação que existe entre precisão/sucesso. 

Arremessos com molinete

A bem da verdade, devemos dizer que existem duas formas de se arremessar com precisão. A primeira delas é aquela em que o pescador calcula com exatidão o peso da isca, mais chumbada e empate e joga “para chegar”. A outra é aquela em que l pescador joga a isca sempre para passar do ponto, ou seja, com mais força do que seria necessário para chegar e visualmente quando chega a hora, “brecar” a isca no ponto desejado. Particularmente preferimos essa segunda opção, pois além de mais rápida é muito mais precisa. Explicando a motivo da precisão e a força do arremesso, duas novas regras são básicas e devem ser explicadas, Referem-se ao tipo de equipamento usado, molinete ou carretilha.
                                                   
                                                      MOLINETE

Para arremessar com precisão neste equipamento, proceda as seguinte maneira: deixe a isca mais ou menos a 20 ou 30 cm da ponta da vara. Quando dizemos isca, estamos nos referindo ao ponto máximo que o empate ou chumbo permita chegar a ponta da vara. Feito isso, procure deixar o carretel do molinete o mais para fora possível (carretel interno). Nos molinetes de carretel externo essa preocupação não existe. O guia da linha deverá estar alinhado na chamada posição seis horas, junto à vara. Com o dedo indicador, puxe a linha para dentro e com a outra mão, liberte o guia linha. Segure firme e com a vara por cima da cabeça ou do lado excute o lance. Para brecar a saída da linha e parar o arremesso basta apenas esticar o dedo indicador (o mesmo que segurou a linha) e encostar firmemente no carretel do equipamento.

Arremessos com carretilha

Pronto, o lance foi “brecado” imediatamente e se o cálculo visual foi correto, a isca cairá no local escolhido.
                                                 CARRETILHA

A exemplo do molinete, a isca devera estar à mesma distância da ponta da vara. Com o dedo polegar, pressione o carretel da linha. Com a outra mão, libere o mesmo carretel. Em modelos novos, o mesmo dedo, na hora de pressionar o carretel, aperta um botão e libera automaticamente a saída da linha. Olhe para o local do arremesso. Determine a força e com a vara por cima da cabeça execute o arremesso. Após o arremesso, aponte a vara para o local pré-determinado do lance e visualmente acompanhe a isca até a hora de brecar a saída da linha, o que deverá ser feito com o mesmo polegar. Com a prática adquirida no arremesso, os mesmos podem ser por cima, pelo lado direito ou esquerdo ou mesmo a frente e por baixo junto a água. Pode parecer difícil a princípio fazer esse tipo de lance, mas com um pouco de treino, conseguiremos colocar a isca onde quisermos. Algumas dicas também são importantes e devem ser citadas, já que a vara é fator predominante para um bom arremesso, tanto na flexibilidade, como no peso e também no comprimento, e isto sem falar na linha, já que a regra para este caso é a seguinte: linha fina – melhor arremesso; linha mais grossa menor precisão de arremesso. 



Diversas posições de arremessos

Com uma vara mais dura, o balanceamento da isca na hora do arremesso é mais preciso. Já com a vara mais flexível, é necessário fazer um balanceamento com o braço para o arremesso e não tão preciso. Finalmente, seguindo essas pequenas dicas e regras básicas, o pescador amador conseguirá, com bastante treino colocar a isca, seja ela natural ou artificial onde queira. E nessa hora, conseguirá perceber que “de repente”, sua pescaria além de mais técnica, começará a render muito mais, além da satisfação pessoal de estar fazendo de seu esporte/lazer algo de muito técnico e preciso.

NOTA DA REDAÇÃO: Foram muitos os pescadores que frequentavam a nossa loja, que aprenderam a arremessar corretamente e com precisão, tanto o molinete como a carretilha. Uma outra curiosidade é quando esse mesmo pescador vinha comprar seus molinetes e por acaso, dizia que não queria carretilha nem de presente. A esses, nossa resposta era a seguinte: “caso a sua inteligência seja média, você conseguira arremessar com uma carretilha em menos de 15 minutos”. Diante de não acreditar nisso, nós convidávamos esse pescador para vir aos sábados em nossa loja – que tinha um extenso espaço na frente da loja – e ali explicávamos e mostrávamos como arremessar com a carretilha. Dificilmente o pescador sairia da nossa loja, sem estar arremessando razoavelmente. Comprar ou não uma carretilha era uma opção totalmente sua.

Revista Aruanã Ed14 publicada em 02/1990

2 comentários:

  1. O que prova Reginaldo, o que estamos cansados de citar: na pesca amadora muito pouca coisas mudou. No entanto o que mais existe hoje em dia, são as chamadas "perfumarias": troca-se o frasco mas o odor é o mesmo rs. Valeu e obrigado pela participação. TFA

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